O Predador (2018) está entre os mais assistidos da Disney nos EUA neste mês de maio, quase uma década após sair dos cinemas com críticas destrutivas e bilheteria pífia.
O Predador, dirigido por Shane Black e estrelado por Boyd Holbrook e Sterling K. Brown, está entre os filmes mais vistos da Disney nos Estados Unidos durante a semana de 7 a 12 de maio de 2026.
Não é um fenômeno viral, mas é sintomático: filmes que a indústria deu como mortos têm uma vida paralela no streaming que os relança sem fanfarra. O desempenho importa porque a reputação original do filme era péssima. Com US$ 88 milhões de orçamento, arrecadou US$ 160,5 milhões mundialmente (US$ 51 milhões nos EUA, US$ 109,5 milhões no exterior), um número que parece razoável mas foi lido como fracasso para uma franquia de peso. No Rotten Tomatoes, o filme tem 34% dos críticos e 32% do público — dois números que raramente andam tão juntos na mesma direção.

A premissa do filme coloca um menino que acidentalmente aciona o retorno dos Predadores à Terra, obrigando ex-soldados e uma cientista a lidar com uma versão geneticamente aprimorada da criatura. Shane Black tentou empurrar a franquia para um tom mais sarcástico e caótico. Não funcionou na época. O problema não era necessariamente o tom, mas o excesso de elementos que competiam entre si sem resolução satisfatória.
A franquia sobreviveu ao tropeço mudando de direção: Prey (2022) descartou a mitologia inflada e voltou ao horror de sobrevivência, provando que o caçador funciona em configurações mais enxutas. Isso abriu caminho para Predador: Badlands (2025) e, segundo a Collider, para um terceiro projeto ainda em desenvolvimento.
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O desempenho atual na Disney não apaga o fracasso de 2018, mas revela algo sobre como o streaming reformata a carreira póstuma de um filme. Oito anos depois, O Predador funciona melhor como curiosidade caótica de uma franquia em crise do que como reinvenção do futuro dela. É o tipo de coisa que se assiste com bom humor e expectativas baixas.
No Brasil, O Predador está disponível para aluguel ou compra no Prime Video e no Google Play. Não há disponibilidade gratuita via streaming no Brasil no momento.
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Formada em Sociologia, Maisa Gebara exerce a função de redatora no site do Cinema Guiado desde 2026.




