A Behaviour Interactive e a PHI Studio anunciam atração multissensorial baseada em Blade Runner 2049, mesclando exploração física e questionamentos sobre tecnologia.
Diversas cidades da América do Norte receberão em 2027 uma instalação física dedicada ao universo de ficção científica e cyberpunk da franquia Blade Runner. As produtoras Behaviour Interactive e PHI Studio, em parceria com a Alcon Entertainment, desenvolvem o projeto.
A iniciativa transportará o público para a distopia urbana de Blade Runner 2049, transformando a escuridão chuvosa dos cinemas em um espaço palpável de concreto, vidro e luz.
O projeto rejeita a estrutura de uma exposição tradicional. A equipe montará uma atração multissensorial focada na exploração física. O formato interligará cenários fechados, recursos visuais baseados em iluminação artificial, som espacializado e interação direta.
O visitante caminhará pelos becos dessa Los Angeles futurista e poderá tocar as superfícies para desvendar as engrenagens da metrópole, sentindo a tensão das ruas na própria pele.
A base do evento testa as convicções do público sobre biologia e máquina. Os criadores jogam os participantes contra dilemas práticos: a definição exata de humanidade, as consequências do isolamento digital e o controle do poder por grandes corporações.
O planejamento visa atrair os espectadores que cresceram com a obra literária de Philip K. Dick e as novas gerações que buscam entretenimento fora das telas.
O cineasta britânico Ridley Scott construiu as fundações deste universo em 1982. Reconhecido pela precisão visual, pela fumaça constante em cena e pela iluminação contrastante, o diretor acumula quatro indicações ao Oscar, além de vitórias no Bafta e no Festival de Cannes.
Antes de estabelecer o parâmetro do futuro decadente em Blade Runner: O Caçador de Androides, Scott já havia redefinido o terror espacial com Alien, o Oitavo Passageiro.

A organização definiu a presença do projeto em diversas cidades norte-americanas, mas sem anúncios de desembarque no Brasil.
A instalação capitaliza a expansão de uma marca que ignorou o fracasso financeiro na década de oitenta para gerar sequências, quadrinhos e a futura série Blade Runner 2099. A meta final é juntar gerações distintas na mesma sala escura, perpetuando as dúvidas clássicas sobre o que significa, de fato, estar vivo.
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Formada em Sociologia, Maisa Gebara exerce a função de redatora no site do Cinema Guiado desde 2025.
