O ator Seth Rogen falou sobre o peso emocional das críticas recebidas, defendendo que resenhas públicas podem ferir muito mais do que as pessoas imaginam
Em uma entrevista recente, o ator, produtor, roteirista e diretor Seth Rogen discorreu sobre o desgaste emocional que a crítica profissional causa em sua saúde mental, argumentando que resenhas públicas podem doer muito mais fundo do que a maioria das pessoas supõe.
Ele disse:
“Estou num ponto da carreira em que poucas pessoas têm posição para gritar comigo no trabalho, mas o The New York Times vai publicar um artigo inteiro afirmando que sou péssimo no que faço.”
Rogen expandiu a ideia, questionando por que todo o esforço para chegar ao topo deveria ser destruído pela mídia:
“Eu trabalho duro para não precisar lidar com tantos conflitos pessoais cara a cara, mas aí uma instituição cultural inteira pode dizer para o mundo inteiro que eu sou ruim.”
Há alguns anos, Rogen já havia mirado nos críticos, reforçando, como faz agora, que resenhas negativas podem ser devastadoras para sua saúde mental:
“Acho que se os críticos soubesse o quanto as palavras deles machucam as pessoas que fizeram o trabalho sobre o qual estão escrevendo, eles repensariam a forma como escrevem essas coisas. Porque é devastador.”
Em essência, Rogen acredita que os críticos deveriam reconsiderar o tom que usam e compreender plenamente o impacto de suas palavras.
No fundo, é simples: a arte deve ser analisada, tanto no debate público quanto no plano pessoal. É basicamente para isso que a crítica existe — para provocar conversa e, em alguns casos, até empurrar cineastas e atores a se tornarem artistas melhores.
De qualquer forma, Rogen nunca foi exatamente um alvo frequente de críticas duras ao longo de sua carreira. Fora projetos como O Besouro Verde (2011), ele geralmente foi bem recebido. Ele vem, inclusive, de um momento em que recebe as melhores resenhas de sua carreira, com a aclamada série The Studio e o elogiado filme O Convite.
Os comentários que fez carregam uma boa dose de ironia, considerando que o próprio Rogen criticou recentemente a filmografia de Sylvester Stallone, concordando que Sly só fez “quatro filmes bons”. Existe uma certa incoerência em pedir que os críticos pesem com cuidado o impacto emocional de suas palavras enquanto se participa do mesmo tipo de comentário redutor de reputações.

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