Capa Capitão Phillips

A crítica amou estes 5 filmes que quase ninguém viu na HBO Max

De um thriller de comédia romântica a um drama autobiográfico sobre abuso: cinco filmes que a crítica recebeu com aclamação.

Uma nota próxima de 100% no Rotten Tomatoes não é necessariamente sinônimo de grandiosidade, mas significa que quase todos os críticos que assistiram ao filme saíram com apenas coisas positivas a dizer. Os cinco filmes desta lista têm isso em comum, aclamação da crítica, embora sejam radicalmente diferentes entre si. Dois tratam de histórias reais e um foi feito por uma diretora sobre os próprios traumas.

O que os une, além dos elogios, é a consistência: cada um faz algo muito bem feito em seu gênero, sem tropeçar.

Todos estão disponíveis hoje no catálogo da HBO Max, mas podem desaparecer a qualquer momento. Assista antes que seja tarde. Assine aqui.

5.

Capitão Phillips (2013)

Capitão Phillips


Paul Greengrass, o diretor de Bourne: O Ultimato e 11 de Setembro, fez de Capitão Phillips um dos filmes de tensão mais contidos de sua carreira. Tom Hanks interpreta Richard Phillips, capitão do cargueiro MV Maersk Alabama, sequestrado por piratas somalis no Golfo de Áden em 2009. O roteiro de Billy Ray é baseado no livro de memórias do próprio Phillips, A Captain’s Duty.

Greengrass usa câmera na mão e edição frenética para criar uma sensação de documentário, mas o que sustenta o filme é a cena final, em que Hanks desmonta completamente num espaço de dois minutos.

O pirata Muse (Barkhad Abdi), encontrado entre mais de 700 candidatos em um processo seletivo em Minneapolis, é tão forte quanto Hanks em vários momentos. Abdi recebeu indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante e venceu o equivalente no Bafta, na sua primeira aparição em um longa-metragem. O filme recebeu 6 indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme. Aprovação de 93% no Rotten Tomatoes.

Disponível na HBO Max.

4.

Assassino por Acaso (2023)

Assassino por acaso


Richard Linklater, o diretor de Boyhood e da trilogia Antes do Amanhecer, co-escreveu com Glen Powell uma comédia de ação baseada vagamente em um artigo real de Skip Hollandsworth na revista Texas Monthly de 2001. Gary Johnson (Powell) é um professor universitário de Nova Orleans que trabalha para a polícia se passando por assassino de aluguel. Ele quebra o protocolo quando decide ajudar Madison (Adria Arjona), uma mulher que quer contratar alguém para matar o marido abusivo, e os dois se apaixonam.

O personagem de Powell muda de aparência e personalidade em cada missão policial, o que o filme usa como motor da trama e de uma discussão informal sobre identidade. A química entre Powell e Arjona sustenta a transição do thriller para a comédia romântica, que é o que o filme realmente é. Linklater filma como alguém que confia no elenco e no texto, sem ornamentos. Estreou na 80ª edição do Festival de Veneza em setembro de 2023. Aprovação de 97% no Rotten Tomatoes.

Disponível na HBO Max.

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3.

Gravidade (2013)


Alfonso Cuarón, o cineasta mexicano de Y Tu Mamá También e Filhos dos Homens, fez de Gravidade um exercício de linguagem que dividiu opiniões no roteiro e gerou consenso absoluto na execução técnica. Dr. Ryan Stone (Sandra Bullock) é engenheira biomédica em sua primeira missão espacial quando detritos atingem a nave e destroem tudo ao redor. Matt Kowalski (George Clooney) é o comandante experiente que tenta mantê-la orientada.

O roteiro é de Cuarón com o filho Jonás Cuarón. A fotografia de Emmanuel Lubezki ganhou o Oscar de Melhor Fotografia e a trilha é de Steven Price. O filme recebeu 10 indicações ao Oscar na 86ª edição (2014) e venceu 7, incluindo Melhor Direção para Cuarón. Bullock recebeu indicação a Melhor Atriz. Com 96% de aprovação no Rotten Tomatoes, é um dos filmes tecnicamente mais elogiados da última década.

Disponível na HBO Max.

2.

Judas e o Messias Negro (2021)

Judas e o Messias Negro (2021)


Shaka King dirigiu o que muitos críticos consideraram um dos melhores filmes políticos dos últimos anos. O filme conta a história real de William O’Neal (LaKeith Stanfield), ladrão de carros que aceita trabalhar como informante do FBI para se infiltrar no Partido dos Panteras Negras em Chicago. Sua missão é vigiar o presidente da seção de Illinois do Partido, Fred Hampton (Daniel Kaluuya), ativista de 21 anos assassinado pela polícia em dezembro de 1969, com coordenação do FBI sob ordens do diretor J. Edgar Hoover (Martin Sheen).

King constrói o filme como um thriller de traição, não como um filme biográfico convencional. O roteiro é de King com Will Berson. Kaluuya transforma Hampton num orador que parece estar sempre convencendo alguém de algo, e Stanfield carrega o lado moral mais ambíguo da história. Ambos receberam indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante na 93ª edição, com Kaluuya vencendo. O filme também ganhou o Oscar de Melhor Canção Original (“Fight for You”). Aprovação de 96% no Rotten Tomatoes.

Disponível na HBO Max

1.

O Conto (2018)

O conto


O Conto tem 99% de aprovação no Rotten Tomatoes e estreou no Festival de Sundance de 2018. É um filme autobiográfico escrito e dirigido por Jennifer Fox, documentarista norte-americana. Laura Dern interpreta a versão adulta de Fox, que é chamada pela mãe (Ellen Burstyn) depois que ela encontra um conto que a filha escreveu aos 13 anos. O que o texto descreve como um romance com um treinador adulto, a Jennifer de quarenta e poucos anos vai descobrindo, pouco a pouco, que era abuso sexual.

O filme é sobre memória e a forma como a mente reescreve o passado para torná-lo suportável. Fox usa a diretora dentro da própria trama: a Jennifer adulta debate com versões de si mesma adolescente (Isabelle Nélisse), interroga as pessoas que estavam presentes e confronta a distância entre o que ela acreditava ter vivido e o que de fato aconteceu. Jason Ritter interpreta o treinador, e Elizabeth Debicki a instrutora de hipismo cúmplice. Ellen Burstyn e Common completam o elenco principal. É um dos filmes mais precisos e corajosos já feitos sobre abuso e memória.

Disponível na HBO Max.

Cinco filmes, cinco pontuações acima de 93% no Rotten Tomatoes. Nenhum se parece com outro: tem comédia romântica de disfarces, thriller de sequestro com câmera na mão, ficção científica de câmera única, um drama político sobre traição, e um filme autobiográfico sobre abuso. A nota alta reflete o primor de cada um dentro do que se propõe. Não é uma promessa de que todos vão agradar ao mesmo espectador, mas de que cada um foi feito com talento e rigor.

A HBO Max reúne os cinco agora. A escolha de por onde começar depende do seu humor e do quanto de intensidade você está disposto a encarar. Assine a HBO Max aqui.

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