Em Avatar: Fogo e Cinzas, James Cameron leva a família Sully a um lado mais sombrio de Pandora e apresenta o Povo das Cinzas. Veja se vale a sessão e o que observar.
A espera de quem não foi ao cinema acabou. Avatar: Fogo e Cinzas entrou no catálogo do Disney+ em 24 de junho de 2026, seis meses depois de chegar às salas de cinema brasileiras. É uma das janelas mais longas entre cinema e streaming que a Disney já praticou com a franquia.
Os números ajudam a entender. Fogo e Cinzas arrecadou mais de US$ 1,49 bilhão no mundo, foi a terceira maior bilheteria de 2025 e venceu o Oscar de Melhores Efeitos Visuais. Mas a bilheteria não responde à pergunta que interessa a quem está em casa decidindo o que assistir hoje à noite: a sessão doméstica vale a pena?
O épico de ficção científica dirigido por James Cameron retoma a aventura da família Sully em Pandora. Jake Sully (Sam Worthington) e Neytiri (Zoe Saldaña) carregam o luto de uma perda sofrida no capítulo anterior quando uma ameaça nova aparece.
Ela tem nome: o Povo das Cinzas, também chamado de Clã Mangkwan, uma tribo Na’vi agressiva e ligada ao fogo. À frente dela está Varang (Oona Chaplin), uma líder dura, movida por fúria. Para piorar, o velho inimigo da família, o Coronel Miles Quaritch (Stephen Lang), se aproxima desse novo grupo. No caminho, os Sully encontram os Comerciantes do Vento, um clã pacífico que navega os céus de Pandora.
É uma continuação direta, e vale o aviso de serviço: quem nunca viu Avatar (2009) e Avatar: O Caminho da Água (2022) vai entrar perdido. A boa notícia é que os três filmes estão no mesmo Disney+, então dá para maratonar a trilogia na ordem antes de encarar o novo capítulo.
Fogo e Cinzas é o terceiro de cinco filmes que James Cameron planeja para a saga, e custou uma fortuna, na casa dos US$ 400 milhões, o que o coloca entre os filmes mais caros já feitos. Toda essa ambição tem um objetivo declarado pelo diretor: mudar o tom. Cameron disse que queria personagens menos idealizados e dilemas morais mais ambíguos. O Povo das Cinzas é a aposta nesse caminho, porque, pela primeira vez, a ameaça vem de dentro do mundo Na’vi, e não só dos humanos da RDA.
A janela longa até o streaming também tem explicação. A Disney segura seus grandes títulos nos cinemas enquanto a bilheteria render, e só depois libera em casa. O futuro da franquia depende disso: Cameron já afirmou que Avatar 4 e Avatar 5 só seguem em frente se o desempenho justificar o gasto.
Confira o trailer do filme:
Aqui a leitura precisa ser franca, porque crítica e público discordaram, e bastante. No Rotten Tomatoes, o filme reúne 66% de aprovação da crítica, a nota mais baixa da franquia até agora (o primeiro Avatar tem 80%, e O Caminho da Água, 76%). No Metacritic, marca 61 de 100, faixa de críticas geralmente favoráveis. Já o público respondeu com muito mais entusiasmo, perto de 90% de aprovação no mesmo Rotten Tomatoes.
A divisão tem um motivo claro. Quase todo mundo elogia os efeitos visuais e a construção de Pandora, que seguem na dianteira do que o cinema consegue fazer hoje. A queixa que se repete é que a história recicla as batidas dos dois filmes anteriores, os mesmos conflitos e as mesmas dinâmicas, sem a novidade que O Caminho da Água tinha trazido. Mesmo assim, o reconhecimento veio: além do Oscar de efeitos visuais, o filme recebeu duas indicações ao Globo de Ouro e entrou nas listas de melhores do ano do American Film Institute e do National Board of Review.
Se você vai assistir, vale prestar atenção em uma coisa específica: Varang. Oona Chaplin construiu a personagem mais comentada do filme, e não é à toa. Num universo que costuma tratar os Na’vi como puros e em harmonia com a natureza, ela é uma líder Na’vi impiedosa, e a história ganha peso sempre que para de dividir o mundo entre humanos maus e nativos bons. É o ponto em que Fogo e Cinzas tenta fazer algo diferente, e é onde ele mais acerta.
Vale também um aviso honesto sobre ver o filme em casa. Boa parte do que transforma Avatar num fenômeno é a escala: o 3D, a tela gigante, o som que ocupa a sala inteira. Na televisão, o espetáculo encolhe um pouco. Se der, assista na maior tela que você tiver e com o melhor som possível, porque este é um filme pensado para ser grande.
No fim, a resposta é simples. Se você amou os dois primeiros e quer mais tempo em Pandora, Fogo e Cinzas entrega exatamente isso, com a beleza visual de sempre e uma vilã que renova o jogo. Se a repetição já incomodava você antes, este capítulo dificilmente vai mudar sua opinião. É um filme generoso com quem já é fã, e os números mostram que esse público é gigante.
Quer ir mais fundo? O Cinema Guiado publica artigos sobre cinema todos os dias, com o olhar de quem enxerga além da história. Assine a newsletter e receba conteúdos como este no seu e-mail.
Que tal ver o filme com som de verdade? Dê um upgrade na sua experiência com a Soundbar JBL Cinema SB180, a melhor opção para turbinar o som da sua TV com o menor preço atualmente no mercado. Compre em 12x sem juros clicando aqui.
Quando você compra usando nossos links, você apoia o Cinema Guiado. Isso não afeta a nossa independência editorial.
Conteúdo produzido pela equipe de jornalismo e colaboradores do Cinema Guiado. Nossa missão é trazer informações apuradas, checadas e analisadas com precisão, transparência e isenção, cobrindo os fatos que moldam o cenário atual.