A atriz recusou usar inteligência artificial para criar vozes alienígenas em ‘Dia D’ devido ao seu pavor da tecnologia.
Emily Blunt revelou que evitou usar inteligência artificial (IA) ao filmar uma sequência crucial para o próximo filme de ficção científica de Steven Spielberg, “Dia D”, afirmando estar “apavorada” com a tecnologia. A atriz discutiu recentemente uma cena fundamental no filme em que sua personagem, uma meteorologista de TV da cidade de Kansas City que, de repente, é dominada por uma misteriosa força extraterrestre enquanto transmite a previsão do tempo ao vivo, começa a falar em uma linguagem não humana.
Descrevendo a sequência durante uma aparição na popular série de entrevistas do YouTube, Hot Ones, Blunt disse:
“É um plano-sequência de quatro minutos que gravamos e que leva até aquele momento em que ela vai meio que se desintegrando aos poucos”.
Ela explicou que havia várias maneiras de criar os efeitos vocais incomuns para a cena, mas escolheu não depender da inteligência artificial.
“Existem várias formas de você fazer isso. Você poderia seguir o caminho da IA, da qual eu tenho um pouco de pavor. Eu achei que poderia fazer uns sons realmente estranhos”, afirmou a atriz.
Em vez disso, ela trabalhou diretamente com a equipe de som da Universal Pictures para criar os efeitos de forma orgânica.
“Eu disse que talvez eu pudesse ir lá e faríamos apenas uma variedade de sons bizarros. E foi o que fizemos”, disse ela, acrescentando: “Eu fiz meio que sons de cliques, sons de zumbido, sons de consoantes e sons de respiração estranha”.

De acordo com Blunt, microfones posicionados estrategicamente capturaram os sons de uma forma muito bizarra, com um deles colocado perto de sua boca e outro perto de sua garganta. Esse material foi posteriormente desenvolvido pelo designer de som do longa-metragem.
“O designer de som pegou isso e criou aquele som estranho”, ela acrescentou.
A cena também envolveu a gravação da chegada da personagem enquanto ela estava suspensa bem acima do solo. “Eu estava apavorada.
Fiz três tomadas antes de a minha tolerância acabar e eu parar”, disse ela. “Você sobe lá e vai a 7,5 metros, 9 metros, 12 metros, 18 metros de altura. E eu fiquei tipo, ‘Não’. E a única coisa que você tem é torcer para que os cabos estejam te segurando”.
Relembrando a experiência, a atriz acrescentou: “Então eu acabei simplesmente pendurada lá, esperando que gritassem ação daquele jeito. Olhando para o céu, onde eu não tinha nenhum ponto de referência, mas esse foi o maior medo que já senti”.
Dia D está programado para chegar aos Cinemas no dia 12 de junho. O filme conta ainda com Josh O’Connor, Colin Firth e Wyatt Russell no elenco.
Veja o trailer do filme:
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Formada em Sociologia, Maisa Gebara exerce a função de redatora no site do Cinema Guiado desde 2025.
