A dupla repete a parceria em romance criminal dirigido por Benh Zeitlin, de Indomável Sonhadora.
Poucos casais recentes de Hollywood entregaram uma dinâmica tão sólida e intensa quanto Paul Mescal e Jessie Buckley em Hamnet.
Após o impacto do longa dirigido por Chloé Zhao — que garantiu a Buckley o Oscar de Melhor Atriz —, a indústria não demorou para reunir o par mais uma vez.
A dupla está confirmada no elenco de Hold On To Your Angels, o novo longa-metragem do diretor Benh Zeitlin.

Agora, o retorno de Zeitlin merece atenção. O diretor manteve um perfil discreto na última década, logo após a recepção morna de Wendy, filme que sucedeu Indomável Sonhadora. Em Hold On To Your Angels, o cineasta volta ao sul dos Estados Unidos e ao realismo úmido e decadente dos pântanos da Louisiana.
A narrativa foca em um romance criminal de consequências trágicas. Mescal interpreta um fora-da-lei condenado, enquanto Buckley assume o papel de uma impetuosa pastora de almas perdidas. Os personagens vivem um amor caótico à medida que o ambiente pantanoso ameaça afundar ao redor deles.
O diretor declarou que planejava contar essa história há 17 anos, o que prova seu compromisso com o material. O projeto conta com a produção da Plan B, produtora de Brad Pitt, e tem gravações agendadas para começar em fevereiro de 2027, logo após buscar parceiros de distribuição no Festival de Cannes.
Muitas vezes, a repetição de um casal no cinema resulta em produções que terceirizam o sustento da trama para o carisma prévio. O caminho de Hold On To Your Angels indica o oposto.
Tanto Buckley quanto Mescal moldam suas carreiras na aposta em papéis arriscados. Eles procuram projetos que exigem exaustão intelectual e física.
A união dessa dupla com a abordagem rústica e instintiva de Zeitlin sugere um filme de texturas táteis, longe da atmosfera apática de grande parte dos lançamentos contemporâneos.
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Formado em Cinema pela FAAP, Herbert Bianchi é um fervoroso defensor de filmes lentos. Sua experiência morando em Budapeste — perto do cinema de Béla Tarr e das paisagens de Tarkovsky — o levou a fundar o Cinema Guiado em 2023, plataforma onde exerce a nobre função de tradutor do que os filmes comunicam sem dizer.
