Adolpho Veloso conquista Melhor Fotografia por ‘Sonhos de Trem’ em dobradinha histórica que consolida momento excepcional do cinema brasileiro
As vitórias confirmam algo que os últimos meses vinham sugerindo: o cinema brasileiro não está mais batendo na porta de Hollywood. Ele já entrou e sentou à mesa.
O Critics Choice Awards reúne cerca de 600 críticos de cinema e televisão dos Estados Unidos e Canadá. É uma premiação que serve como termômetro para o Oscar — no ano passado, “Anora” venceu o Critics antes de conquistar a estatueta de Melhor Filme.
Em 2023, “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo” fez o mesmo percurso. Quando os críticos americanos falam, a Academia costuma ouvir.

Duas vitórias, duas histórias
A vitória de “O Agente Secreto” confirma uma campanha que começou em maio, no Festival de Cannes. O filme chegou à Croisette com expectativas moderadas — Kleber Mendonça Filho é respeitado no circuito de festivais, mas nunca havia conquistado os prêmios principais.
Saiu de lá com quatro troféus: Melhor Diretor para Mendonça Filho, Melhor Ator para Wagner Moura, o Prêmio FIPRESCI da crítica internacional e o Art House Cinema Award. Wagner Moura tornou-se o primeiro ator brasileiro a vencer o prêmio de atuação em Cannes.
Já Adolpho Veloso chegou ao Critics Choice por um caminho diferente. “Sonhos de Trem”, adaptação do romance de Denis Johnson dirigida por Clint Bentley, estreou no Festival de Sundance no início de 2025 e foi imediatamente reconhecido pela força de sua fotografia.
O filme acompanha a vida de um lenhador no noroeste americano no início do século XX — e Veloso transformou as paisagens do estado de Washington em algo que transcende o registro documental.
Em entrevista recente ao Gold Derby, Veloso explicou sua abordagem: queria que o filme parecesse uma caixa de fotografias antigas encontrada em um sótão, imagens fora de ordem que o espectador precisa organizar mentalmente.
Para isso, apostou em luz natural e em um formato de tela pouco usual no cinema contemporâneo — o 3:2, mais comum em fotografias do que em filmes. O resultado é uma experiência visual que parece emergir diretamente da memória do protagonista.
É a primeira indicação e vitória de Veloso no Critics Choice, mas não sua primeira colaboração com Bentley — os dois trabalharam juntos em “Jockey” (2021). Sua vitória sobre concorrentes de peso como Autumn Durald Arkapaw (“Pecadores”) e Łukasz Żal (“Hamnet”) manda um belo recado para a Academia de Hollywood.

O Agente Secreto: um thriller que recusa fórmulas
“O Agente Secreto” se passa em 1977, durante os anos finais da ditadura militar brasileira. Wagner Moura interpreta Armando, um ex-professor universitário perseguido pelo regime após entrar em conflito com um oficial corrupto. Ele retorna a Recife durante o carnaval, tentando reencontrar o filho pequeno e escapar do país antes que os assassinos contratados pelo governo o encontrem.
A sinopse sugere um thriller político convencional, mas o filme é tudo menos isso.
Mendonça Filho constrói sua narrativa em camadas que se recusam a entregar respostas fáceis. Há sequências de tensão genuína — uma perseguição noturna pelo Rio Capibaribe, com capivaras observando indiferentes, tornou-se uma das imagens mais comentadas do ano.
Mas há também desvios inesperados para o humor surreal, momentos de ternura devastadora entre pai e filho, e uma reconstrução meticulosa do Recife dos anos 1970 que funciona como personagem próprio.
O filme marca o retorno de Wagner Moura ao cinema em língua portuguesa após oito anos — sua última produção brasileira havia sido “Trash: A Esperança Vem do Lixo”, em 2014. Nesse intervalo, consolidou sua carreira internacional com “Narcos” e “Guerra Civil”, de Alex Garland.
Em “O Agente Secreto”, ele entrega uma performance que combina a intensidade física de seus trabalhos anteriores com uma vulnerabilidade que raramente teve oportunidade de explorar.
É também o último filme de Udo Kier, o veterano ator alemão que morreu no final de 2025. Sua participação, embora breve, adiciona uma camada de melancolia involuntária ao projeto — Kier já havia trabalhado com Mendonça Filho em “Bacurau”.
Desde Cannes, “O Agente Secreto” acumulou vitórias nos círculos de críticos de Nova York e Los Angeles, duas das agremiações mais influentes para a corrida ao Oscar.
Foi indicado a três Globos de Ouro, incluindo Melhor Filme — Drama, categoria que raramente inclui produções não-americanas. A Neon, distribuidora americana especializada em cinema autoral, conduziu uma campanha agressiva que posicionou o filme não apenas como favorito ao prêmio de Melhor Filme Internacional, mas como um competidor legítimo nas categorias principais.
O contexto brasileiro: um momento sem precedentes
Para entender o significado da dobradinha no Critics Choice, é preciso olhar para o que aconteceu há menos de um ano. Em março de 2025, "Ainda Estou Aqui", de Walter Salles, venceu o Oscar de Melhor Filme Internacional, tornando-se a primeira produção brasileira a conquistar a estatueta nessa categoria.
A coincidência temática entre "Ainda Estou Aqui" e "O Agente Secreto" é inevitável. Ambos se passam durante a ditadura militar. Ambos tratam de famílias destroçadas pelo autoritarismo. Ambos recusam o tom panfletário em favor de uma abordagem mais íntima e humanista.
Mas as diferenças são igualmente significativas. Onde Salles construiu um drama familiar contido e elegante, Mendonça Filho opta por um registro mais arriscado — thriller de gênero misturado com comentário político, humor ácido e experimentação formal. É um filme que não tenta agradar a todos, e talvez por isso agrade tanto a quem ele conquista.
A vitória de Adolpho Veloso adiciona outra camada a esse momento. "Sonhos de Trem" não é um filme brasileiro — é uma produção americana da Netflix. Mas Veloso é.
E sua presença entre os melhores diretores de fotografia do ano demonstra que o talento brasileiro não está restrito a contar histórias brasileiras. Cineastas e técnicos do país estão se integrando à indústria global de maneiras que vão além da categoria de "filme estrangeiro".
A seleção de "O Agente Secreto" como representante brasileiro ao Oscar não foi automática. Em agosto, surgiram rumores de que a comissão de seleção poderia optar por "Manas", documentário sobre tráfico de mulheres na Amazônia apoiado por um lobby de 70 empresas.
A mobilização gerou controvérsia pública — incluindo um vídeo de quatro minutos de Fernanda Torres defendendo a escolha de "O Agente Secreto". No final, a lógica prevaleceu: o filme com a campanha internacional mais forte e as melhores chances reais de indicação foi o escolhido.

O que as duas vitórias sugerem sobre o Oscar
A dobradinha no Critics Choice Awards coloca o Brasil em posição privilegiada para a corrida ao Oscar, mas não garante nada. A categoria de Melhor Filme Internacional é notoriamente imprevisível — basta lembrar que "Parasita", em 2020, venceu não apenas essa categoria, mas também Melhor Filme, algo que nenhum outro longa estrangeiro conseguiu.
O shortlist de 15 filmes para o Oscar de Melhor Filme Internacional foi anunciado em dezembro, e "O Agente Secreto" está entre eles. Adolpho Veloso também figura no shortlist de Melhor Fotografia. As indicações finais serão reveladas em 22 de janeiro. A cerimônia do Oscar acontece em 15 de março.
Se confirmadas as indicações, o Brasil terá uma chance real de bicampeonato em Melhor Filme Internacional — feito raríssimo na história da categoria. E Veloso pode se tornar o segundo brasileiro a ser indicado ao Oscar de Fotografia, após Walter Carvalho, que concorreu por "Central do Brasil" em 1999.
Wagner Moura também está na disputa por uma indicação ao Oscar de Melhor Ator. Seria a segunda indicação brasileira consecutiva em categorias de atuação, após Fernanda Torres. No Critics Choice, ele concorreu contra Timothée Chalamet ("Marty Supreme"), que surpreendeu e saiu vencedor, Leonardo DiCaprio ("One Battle After Another") e Michael B. Jordan ("Sinners").
Não levou o troféu nesta noite, mas sua presença entre os finalistas confirma que Hollywood está prestando atenção.
O que vem pela frente
As vitórias no Critics Choice são uma estação, não o destino. Nas próximas semanas, "O Agente Secreto" e a equipe brasileira enfrentarão testes cruciais: a cerimônia do Globo de Ouro no dia 12 de janeiro, onde o filme concorre em três categorias; as indicações ao Oscar no dia 22; e, se tudo correr bem, a cerimônia da Academia em março.
Mendonça Filho e sua equipe sabem que a campanha de premiações é uma maratona disfarçada de sprint. A Neon, que no ano passado conduziu "Anora" até o Oscar de Melhor Filme, conhece bem esse jogo — e está aplicando o mesmo manual em "O Agente Secreto".
Para o público brasileiro, resta acompanhar e torcer. O cinema do país está em evidência como não esteve em décadas. O que fizermos com essa atenção — como espectadores, como críticos, como sociedade que produz e consome cultura — determinará se esse momento será um pico isolado ou o início de algo maior.
A noite deste domingo entregou duas vitórias. Uma para um thriller político sobre memória e resistência. Outra para um trabalho de fotografia que transforma paisagens americanas em poesia visual.
São conquistas diferentes, de artistas em momentos diferentes de suas carreiras, trabalhando em projetos de naturezas distintas. Mas ambas apontam para a mesma conclusão: o Brasil sempre fez cinema de qualidade. A diferença é que agora o mundo está assistindo — e aplaudindo.
Confira abaixo todos os VENCEDORES na categoria de cinema:
Melhor Filme
- “Bugonia”
- “Frankenstein”
- “Hamnet”
- “Jay Kelly”
- “Marty Supreme”
- “Uma Batalha Após a Outra” – Vencedor
- “Valor Sentimental”
- “Pecadores”
- “Sonhos de Trem”
- “Wicked: Parte 2”
Melhor Filme Internacional
- “O Agente Secreto” (Brasil) - Vencedor
- “Foi Apenas um Acidente” (França)
- “A Garota Canhota” (Taiwan)
- “A Única Saída” (Coreia do Sul)
- “Sirāt” (Espanha)
- “Belén” (Argentina)
Melhor Ator
- Timothée Chalamet – “Marty Supreme” – Vencedor
- Leonardo DiCaprio – “Uma Batalha Após a Outra”
- Joel Edgerton – “Sonhos de Trem”
- Ethan Hawke – “Blue Moon”
- Michael B. Jordan – “Pecadores”
- Wagner Moura – “O Agente Secreto”
Melhor Atriz
- Jessie Buckley – “Hamnet” – Vencedora
- Rose Byrne – “Se Eu Tivesse Pernas te Chutaria”
- Chase Infiniti – “Uma Batalha Após a Outra”
- Renate Reinsve – “Valor Sentimental”
- Amanda Seyfried – “The Testament of Ann Lee”
- Emma Stone – “Bugonia”
Melhor Ator Coadjuvante
- Benicio del Toro – “Uma Batalha Após a Outra”
- Jacob Elordi – “Frankenstein” – Vencedor
- Paul Mescal – “Hamnet”
- Sean Penn – “Uma Batalha Após a Outra”
- Adam Sandler – “Jay Kelly”
- Stellan Skarsgård – “Valor Sentimental”
Melhor Atriz Coadjuvante
- Elle Fanning – “Valor Sentimental”
- Inga Ibsdotter Lilleaas – “Valor Sentimental”
- Wunmi Mosaku – “Pecadores”
- Ariana Grande – “Wicked: Parte 2”
- Amy Madigan – “A Hora do Mal” – Vencedora
- Teyana Taylor – “Uma Batalha Após a Outra”
Melhor Melhor Jovem Ator ou Atriz
- Everett Blunck – “The Plague”
- Miles Caton – “Pecadores” – Vencedor
- Cary Christopher – “A Hora do Mal”
- Shannon Mahina Gorman – “Família de Aluguel”
- Jacobi Jupe – “Hamnet”
- Nina Ye – “A Garota Canhota”
Melhor Elenco
- Nina Gold – “Hamnet”
- Douglas Aibel, Nina Gold – “Jay Kelly”
- Jennifer Venditti – “Marty Supreme”
- Cassandra Kulukundis – “Uma Batalha Após a Outra”
- Francine Maisler – “Pecadores” – Vencedor
- Tiffany Little Canfield, Bernard Telsey – “Wicked: Parte 2”
Melhor Diretor
- Paul Thomas Anderson – “Uma Batalha Após a Outra” – Vencedor
- Ryan Coogler – “Pecadores”
- Guillermo del Toro – “Frankenstein”
- Josh Safdie – “Marty Supreme”
- Joachim Trier – “Valor Sentimental”
- Chloé Zhao – “Hamnet”
Melhor Roteiro Original
- Noah Baumbach, Emily Mortimer – “Jay Kelly”
- Ronald Bronstein, Josh Safdie – “Marty Supreme”
- Ryan Coogler – “Pecadores” – Vencedor
- Zach Cregger – “A Hora do Mal”
- Eva Victor – “Sorry, Baby”
- Eskil Vogt, Joachim Trier – “Valor Sentimental”
Melhor Roteiro Adaptado
- Paul Thomas Anderson – “Uma Batalha Após a Outra” – Vencedor
- Clint Bentley, Greg Kwedar – “Sonhos de Trem”
- Park Chan-wook, Lee Kyoung-mi, Don Mckellar, Jahye Lee – “A Única Saída”
- Guillermo del Toro – “Frankenstein”
- Will Tracy – “Bugonia”
- Chloé Zhao, Maggie O’Farrell – “Hamnet”
Melhor Fotografia
- Claudio Miranda – “F1: O Filme”
- Dan Laustsen – “Frankenstein”
- Łukasz Żal – “Hamnet”
- Michael Bauman – “Uma Batalha Após a Outra”
- Autumn Durald Arkapaw – “Pecadores”
- Adolpho Veloso – “Sonhos de Trem” – Vencedor
Melhor Design de Produção
- Kasra Farahani, Jille Azis – “Quarteto Fantástico: Primeiros Passos”
- Tamara Deverell, Shane Vieau – “Frankenstein” – Vencedores
- Fiona Crombie, Alice Felton – “Hamnet”
- Jack Fisk, Adam Willis – “Marty Supreme”
- Hannah Beachler, Monique Champagne – “Pecadores”
- Nathan Crowley, Lee Sandales – “Wicked: Parte 2”
Melhor Montagem
- Kirk Baxter – “Casa de Dinamite”
- Stephen Mirrione – “F1: O Filme” – Vencedor
- Ronald Bronstein, Josh Safdie – “Marty Supreme”
- Andy Jurgensen – “Uma Batalha Após a Outra”
- Viridiana Lieberman – “A Vizinha Perfeita”
- Michael P. Shawver – “Pecadores”
Melhor Figurino
- Kate Hawley – “Frankenstein” – Vencedora
- Malgosia Turzanska – “Hamnet”
- Lindsay Pugh – “Hedda”
- Colleen Atwood, Christine Cantella – “O Beijo da Mulher Aranha”
- Ruth E. Carter – “Pecadores”
- Paul Tazewell – “Wicked: Parte 2”
Melhor Cabelo & Maquiagem
- Flora Moody, John Nolan – “Extermínio: A Evolução”
- Mike Hill, Jordan Samuel, Cliona Furey – “Frankenstein” – Vencedores
- Siân Richards, Ken Diaz, Mike Fontaine, Shunika Terry – “Pecadores”
- Kazu Hiro, Felix Fox, Mia Neal – “Coração de Lutador: The Smashing Machine”
- Leo Satkovich, Melizah Wheat, Jason Collins – “A Hora do Mal”
- Frances Hannon, Mark Coulier, Laura Blount – “Wicked: Parte 2”
Melhores Efeitos Visuais
- Joe Letteri, Richard Baneham – “Avatar: Fogo e Cinzas” - Vencedores
- Ryan Tudhope, Nikeah Forde, Robert Harrington, Nicolas Chevallier, Eric Leven, Edward Price, Keith Dawson – “F1: O Filme”
- Dennis Berardi, Ayo Burgess, Ivan Busquets, José Granell – “Frankenstein”
- Alex Wuttke, Ian Lowe, Jeff Sutherland, Kirstin Hall – “Missão: Impossível — O Acerto Final”
- Michael Ralla, Espen Nordahl, Guido Wolter, Donnie Dean – “Pecadores”
- Stephane Ceretti, Enrico Damm, Stéphane Nazé, Guy Williams – “Superman”
Melhor Longa DE Animação
- “Arco”
- “In Yours Dreams”
- “Little Amélie or The Character of Rain”
- “Elio”
- “Guerreiras do K-Pop” – Vencedor
- “Zootopia 2”
Melhor Design de Dublê
- Stephen Dunlevy, Kyle Gardiner, Jackson Spidell, Jeremy Marinas, Jan Petřina, Domonkos Párdányi, Kinga Kósa-Gavalda – “Ballerina”
- Gary Powell, Luciano Bacheta, Craig Dolby – “F1: O Filme”
- Wade Eastwood – “Missão: Impossível — O Acerto Final” – Vencedor
- Brian Machleit – “Uma Batalha Após a Outra”
- Andy Gill – “Pecadores”
- Giedrius Nagys – “Tempo de Guerra”
Melhor Comédia
- “A Balada de Wallis Island”
- “Eternidade”
- “Amizade Tóxica”
- “Corra que a Polícia Vem Aí!” - Vencedor
- “O Esquema Fenício”
- “Amores à Parte”
Melhor Canção
- “Drive” – Ed Sheeran, John Mayer, Blake Slatkin – “F1: O Filme”
- “Golden” – Ejae, Mark Sonnenblick, Ido – “Guerreiras do K-Pop” – Vencedores
- “I Lied to You” – Raphael Saadiq, Ludwig Göransson – “Pecadores”
- “Clothed by the Sun” – Daniel Blumberg – “The Testament of Ann Lee”
- “Train Dreams” – Nick Cave, Bryce Dessner – “Sonhos de Trem”
- “The Girl in the Bubble” – Stephen Schwartz – “Wicked: Parte 2”
Melhor Som
- Al Nelson, Gwendolyn Yates Whittle – “F1: O Filme” – Vencedores
- Nathan Robitaille, Nelson Ferreira, Christian Cooke, Brad Zoern, Greg Chapman – “Frankenstein”
- Jose Antonio Garcia, Christopher Scarabosio, Tony Villaflor – “Uma Batalha Após a Outra”
- Chris Welcker, Benny Burtt, Brandon Proctor, Steve Boeddeker, Felipe Pacheco, David V. Butler – “Pecadores”
- Laia Casanovas – “Sirāt”
- Mitch Low, Glenn Freemantle, Ben Barker, Howard Bargroff, Richard Spooner – “Tempo de Guerra”
Melhor Trilha Original
- Hans Zimmer – “F1: O Filme”
- Alexandre Desplat – “Frankenstein”
- Max Richter – “Hamnet”
- Daniel Lopatin – “Marty Supreme”
- Jonny Greenwood – “Uma Batalha Após a Outra”
- Ludwig Göransson – “Pecadores” – Vencedores
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Assista ao trailer oficial de O Agente Secreto, distribuído pela Vitrine Filmes:
Herbert Bianchi é diretor e roteirista formado em Cinema pela FAAP. Foi indicado ao Prêmio Shell em 2017 e conta com mais de 15 anos atuando em cinema e teatro. Em 2023, criou o Cinema Guiado, um projeto dedicado à curadoria de bons filmes e à compreensão da linguagem cinematográfica.
