O estúdio por trás de ‘Dan Da Dan’ realiza a adaptação mais fiel do aclamado mangá cyberpunk, entregando uma atmosfera retrô atemporal que exala sensualidade, estilo e irreverência dentro de sua essência filosófica.
O ano é 2029. No Japão de um futuro próximo, onde tudo se tornou altamente sobrecarregado de informação, com uma vasta rede corporativa cobrindo o planeta, elétrons e luz pulsando por toda parte. Mas o Estado-nação e os grupos étnicos ainda sobrevivem. Motoko Kusanagi, uma ciborgue de corpo inteiro, lidera uma unidade de combate de elite, incluindo Batou. Enquanto comanda sua equipe, Kusanagi vislumbra a criação de uma força-tarefa especializada para atacar preventivamente as ameaças emergentes.
Enquanto isso, Daisuke Aramaki, do Ministério do Interior, que planejava estabelecer uma unidade semelhante, recruta Kusanagi e sua equipe. Juntos, eles iniciam operações como a Seção 9 de Segurança Pública — uma unidade tática ofensiva conhecida como “Esquadrão Shell”. Ao enfrentarem complexos crimes cibernéticos e conspirações internacionais, descobrem a existência do misterioso hacker não identificado conhecido como “Mestre das Marionetes”. Qual é o verdadeiro objetivo? Uma nova era de ação cyberpunk começa.
Não é preciso muito para que a perspectiva de um novo anime de Ghost in the Shell — especialmente um adaptado pelo estúdio Science SARU, de Dan Da Dan — dispare para o topo da lista de desejos de qualquer fã de anime em uma temporada já repleta de lançamentos. Afinal, seu legado cyberpunk o precede, sendo o modelo que definiu uma geração e inspirou o cinema ocidental desde Matrix.
Mas a versão da Science SARU para o mangá de Masamune Shirow de 1989 funciona como um recomeço radical — uma restauração que traz um clássico retrô para os dias atuais não suavizando suas arestas, mas sim abraçando suas raízes espirituais. Depois de assistir aos dois primeiros episódios de Ghost in the Shell no Prime Video, nossa conclusão é simples: este não é apenas um forte candidato a anime do ano; ele está prestes a remodelar as listas de classificação das versões de Ghost in the Shell, posicionando-se muito acima de seus antecessores como a nata mais excêntrica da safra.
Confira o trailer da série:
Como fã incondicional da série, o que me conquistou em Ghost in the Shell não foi apenas a sensação de ausência de ação em sua estreia — foi seu tom cativante. Como franquia, o tom de Ghost in the Shell foi moldado pela adaptação cinematográfica de 1995, dirigida por Mamoru Oshii, cuja seriedade austera ecoou em todas as versões desde então.
Esta nova versão atendeu a uma prece que eu quase havia deixado de fazer. Ela lembrou ao mundo que, apesar de suas reflexões alegóricas sobre temas complexos como o transhumanismo no não tão distante ano de 2029, a série já foi leve e descontraída, sem medo de ser boba, enquanto conduzia suas aventuras cyberpunk episódicas ao estilo de Além da Imaginação. E nenhuma personagem personifica melhor esse bem-vindo retorno às origens do que sua heroína, a Major Motoko Kusanagi.
The Ghost in the Shell já está disponível no Prime Video.
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