Magnatas do crime

5 filmaços que chegaram na Netflix e você vai querer ver

Os filmes cobrem do crime organizado em Londres à sobrevivência numa floresta do Kentucky, passando pela luta livre em família e por um drama que arranca lágrimas.

Serviços como a Netflix costumam renovar boa parte do catálogo licenciado logo no início do mês, quando os contratos com estúdios e distribuidoras mudam de ciclo. É por isso que títulos de décadas completamente diferentes entram juntos, lado a lado, como se tivessem sido escolhidos a dedo por um curador de gosto eclético.

Nesta remessa que chegou à plataforma em julho, a mistura atravessa mais de quatro décadas de cinema: um policial de 1975 estrelado por Charles Bronson, um filme biográfico britânico sobre wrestling, um suspense de sobrevivência norte-americano e um dos maiores sucessos de bilheteria de Guy Ritchie. Cinco filmes, cinco tons diferentes, nenhum parentesco óbvio entre eles, exceto a data de chegada.

A lista está em contagem regressiva, do quinto ao primeiro lugar.

5.

Sempre ao Seu Lado (2009)

Sempre ao seu lado


Dirigido por Lasse Hallström, com Richard Gere e Joan Allen, o filme é a versão norte-americana de Hachiko Monogatari (1987), inspirada na história real de um cão da raça Akita que esperou seu dono na estação de trem de Shibuya, em Tóquio, todos os dias, mesmo depois da morte dele em 1925. Na adaptação, o professor universitário Parker Wilson encontra o filhote perdido na estação e o leva para casa contra a vontade da esposa, vivida por Allen.

O resto todo mundo já sabe, ou deveria saber antes de começar a assistir: é um filme sobre lealdade que não faz questão nenhuma de ser sutil a respeito disso. Tem nota 8,1 no IMDb, o que para um filme de cachorro é praticamente um recorde de resistência emocional coletiva.

4.

Lutando pela Família (2019)

⁠Lutando pela família

Stephen Merchant escreveu e dirigiu esse filme biográfico sobre Saraya-Jade Bevis, a lutadora britânica conhecida no ringue como Paige, que saiu de uma academia de fundo de quintal em Norwich rumo ao título de WWE Divas Champion. Florence Pugh vive a protagonista, Dwayne Johnson produz e aparece em uma participação especial, e Vince Vaughn interpreta o treinador que decide qual dos dois irmãos da família vai para os Estados Unidos disputar uma vaga na WWE.

A seleção mexe com o equilíbrio da família: mesmo com Zak sendo, segundo o próprio filme, o mais preparado dos dois, é Paige quem é chamada para o teste nos Estados Unidos, e ele fica em Norwich, com a namorada grávida, vendo a irmã caçula seguir sozinha. É um filme sobre esporte que leva o treino e o sacrifício a sério, e assume abertamente que as lutas são combinadas.

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3.

Lutador de Rua (1975)

Lutador de Rua


Esse é o Hard Times original, estreia na direção de Walter Hill, que anos depois assinaria Warriors – Os Selvagens da Noite e 48 Horas. Charles Bronson interpreta Chaney, um homem sem passado contado que chega a Nova Orleans durante a Grande Depressão e descobre que lutar de mãos limpas é o que ele faz melhor.

James Coburn faz o empresário que o coloca para brigar por dinheiro, e Jill Ireland, esposa de Bronson na vida real, completa o trio principal. O filme tem 71% de aprovação no Rotten Tomatoes e nota 7,2 no IMDb, números discretos para um filme que o crítico Roger Ebert descreveu, em 1975, como uma atuação definitiva de Bronson.

2.

Águas que Corroem (2018)

Águas que Corroem


Dirigido por Jen McGowan, com roteiro de Julie Lipson a partir de uma história de Stu Pollard, o suspense acompanha Sawyer (Hermione Corfield), uma estudante universitária que erra o caminho numa estrada do Kentucky a caminho de uma entrevista de emprego e acaba testemunha de um crime que não deveria ter visto.

Dali em diante é fuga, floresta e dois irmãos fora da lei decididos a não deixar barato. Corfield aprendeu sotaque sulista para o papel e carrega o filme praticamente sozinha, o que ajuda a explicar por que a produção, discreta em seu lançamento original, ganhou uma segunda vida no Top 10 de vários países quando entrou pela primeira vez na Netflix.

1.

Magnatas do Crime (2020)

 Capa Magnatas do crime


Original de The Gentlemen, dirigido por Guy Ritchie, o filme acompanha Mickey Pearson (Matthew McConaughey), um estadunidense que construiu um império de maconha em Londres e decide vendê-lo antes que a idade e a concorrência o alcancem. A notícia de que o negócio está à venda solta uma corrente de chantagens e armações de gente disposta a roubar tudo antes que o contrato seja assinado.

Colin Farrell, Hugh Grant e Charlie Hunnam completam um elenco que faz esse tipo de comédia de gângster funcionar até quando o roteiro escorrega. São 75% no Rotten Tomatoes e uma bilheteria de US$ 115 milhões contra um orçamento de US$ 22 milhões.

Vale uma ressalva: existe também uma série de mesmo nome na própria Netflix, lançada em 2024, com elenco totalmente diferente. É outra história, no mesmo universo, mas não é este filme.

Vale escolher um pra hoje e ir revezando ao longo da semana: cada filme cobre um estado de espírito bem diferente. Tem luta de punho fechado em plena Grande Depressão, lealdade canina de arrancar lágrima, um império de maconha ameaçado por chantagem em Londres, e uma estudante correndo de dois irmãos fora da lei numa floresta do Kentucky.

É raro ver essa variedade toda chegando de uma vez no catálogo.

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