Quando o terror encontra o traço do desenho, o resultado é uma obra-prima que deixa até o zumbi com inveja.
Não é todo dia que uma animação consegue a proeza de agradar a 100% dos críticos — e, convenhamos, isso é quase um milagre na era dos memes e spoilers instantâneos. Pois é exatamente isso que Eu Sou a Frankelda conseguiu. Disponível na Netflix, essa animação mexicana feita em stop-motion vem quebrando paradigmas ao misturar terror, humor e um estilo visual que é uma verdadeira aula de criatividade, tudo isso sem perder a leveza necessária para entreter diferentes públicos.
Criada por José C. García de Letona e Alberto González, a produção ganhou espaço não só pela sua qualidade técnica, mas principalmente pela originalidade e pela capacidade de provocar risos e arrepios na audiência, em igual medida. A animação dialoga com o espectador de forma inteligente e divertida. Se você ainda não conhece, prepare-se para uma experiência que desafia tudo o que você viu até hoje.

A produção se destaca por sua ousadia ao colocar no centro da narrativa uma protagonista, digamos assim, nada convencional: uma boneca possuída que vive situações aterrorizantes e ao mesmo tempo hilárias. A proposta de mistura de elementos do folclore mexicano com uma estética que lembra o universo do stop-motion, mas com uma fluidez tipicamente digital, gerou um resultado único.
A crítica especializada ressaltou que o equilíbrio entre o sombrio e o cômico não apenas mantém o interesse do espectador, mas também eleva o gênero de animação a outro patamar. Não é à toa que o filme recebeu elogios acalorados e figurou nas listas dos melhores do ano.
A trama acompanha uma jovem e talentosa escritora do México do século 19 que viaja para o seu subconsciente e se depara com personagens de suas próprias histórias assustadoras.
O filme conta atualmente com 97% de aprovação da crítica no site Rotten Tomatoes.
Além da narrativa, Eu Sou a Frankelda chama atenção pelo seu estilo visual. A animação combina técnicas digitais com uma estética artesanal que remete a bonecos e cenários de papel. A escolha do visual não é mero capricho; ele reforça a identidade da série e dá uma personalidade única à obra. A trilha sonora também merece destaque, pois ajuda a manter o clima de suspense sem perder o tom brincalhão. O resultado é uma produção que consegue ser artesanal e moderna ao mesmo tempo — uma proeza.
Mais do que um sucesso técnico e artístico, Eu Sou a Frankelda tem um papel importante ao representar a animação mexicana no cenário global. O filme mostra que produções fora dos polos tradicionais podem conquistar espaço e reconhecimento, graças à criatividade, originalidade e competência.
Veja o trailer da animação:
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